Muitos adultos começam a suspeitar de TDAH depois de se identificarem com dificuldades de concentração, procrastinação, esquecimentos e desorganização. Entretanto, reconhecer alguns sintomas não é suficiente para confirmar o diagnóstico.
O diagnóstico de TDAH em adultos é clínico. Ele depende de uma avaliação detalhada da história da pessoa, dos sintomas atuais, dos sinais presentes desde fases anteriores e dos impactos em diferentes áreas da vida.
O que é TDAH?
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma condição do neurodesenvolvimento. Os sintomas estão relacionados principalmente à desatenção, hiperatividade e impulsividade.
Na vida adulta, a hiperatividade nem sempre aparece como correr ou levantar o tempo todo. Ela pode ser percebida como inquietação interna, dificuldade para desacelerar, fala excessiva ou necessidade constante de estímulo.
Quais sintomas levam um adulto a buscar avaliação?
- Esquecimentos recorrentes;
- Dificuldade para organizar prioridades;
- Procrastinação;
- Atrasos constantes;
- Perda de objetos;
- Impulsividade;
- Dificuldade para concluir tarefas;
- Problemas na administração financeira;
- Alternância frequente de foco;
- Inquietação;
- Frustração com o próprio desempenho.
Esses sintomas também podem acontecer em pessoas sem TDAH. O que chama atenção é a frequência, a persistência e o prejuízo provocado.
Primeira etapa: entrevista clínica
A entrevista clínica, também chamada de anamnese, é uma das partes mais importantes da avaliação. Nela, o profissional procura compreender:
- Quais são as dificuldades atuais;
- Quando começaram;
- Como era o funcionamento na infância e adolescência;
- Quais áreas da vida são afetadas;
- Como estão o sono, o humor e a ansiedade;
- Quais medicamentos e substâncias são utilizados;
- Se existem outras condições clínicas ou emocionais.
O diagnóstico não deve ser definido por uma conversa rápida ou por uma lista isolada de sintomas.
O histórico da infância é importante?
Sim. Como o TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento, a investigação procura evidências de sintomas em fases anteriores da vida.
Isso não significa que a pessoa precisava ter recebido um diagnóstico na infância. Muitos adultos cresceram sendo chamados de distraídos, desorganizados, preguiçosos ou inteligentes, mas "sem esforço".
Boletins escolares, relatos familiares e lembranças de dificuldades antigas podem contribuir. A ausência desses documentos, porém, não encerra automaticamente a investigação.
Os sintomas precisam aparecer em diferentes contextos?
A avaliação verifica se as dificuldades afetam mais de uma área, como:
- Trabalho;
- Estudos;
- Organização doméstica;
- Vida financeira;
- Relacionamentos;
- Compromissos;
- Autocuidado.
Uma dificuldade restrita a uma única situação pode ter outras explicações.
Questionários e escalas confirmam TDAH?
Questionários de rastreamento podem ajudar a organizar informações e identificar sinais que merecem investigação. Porém, não confirmam o diagnóstico sozinhos.
Resultados elevados também podem ocorrer em pessoas com ansiedade, depressão, privação de sono, burnout ou outras condições.
O que pode parecer TDAH?
Antes de concluir o diagnóstico, é importante avaliar possíveis diagnósticos diferenciais:
- Ansiedade;
- Depressão;
- Burnout;
- Transtorno bipolar;
- Alterações do sono;
- Uso de álcool ou outras substâncias;
- Efeitos de medicamentos;
- Alterações hormonais ou metabólicas;
- Autismo;
- Estresse prolongado.
Também é possível que o TDAH esteja presente junto com uma ou mais dessas condições.
Avaliação neuropsicológica é obrigatória?
Não. A avaliação neuropsicológica pode ser útil em situações específicas, principalmente quando há dúvidas sobre funções cognitivas, dificuldades de aprendizagem ou diagnósticos diferenciais.
Ela é uma ferramenta complementar e não substitui a avaliação clínica.
Quanto tempo leva o diagnóstico?
Não existe um número obrigatório de consultas. O tempo depende da complexidade do caso, da disponibilidade de informações sobre o histórico e da necessidade de investigar outras causas.
Uma avaliação cuidadosa pode exigir mais de um encontro.
O que acontece depois do diagnóstico?
Quando o diagnóstico é confirmado, o plano de cuidado deve ser individualizado. Ele pode envolver:
- Educação sobre o TDAH;
- Estratégias de organização;
- Ajustes na rotina;
- Psicoterapia;
- Cuidado com o sono;
- Atividade física;
- Tratamento de condições associadas;
- Medicação, quando indicada.
O objetivo não é apenas melhorar a produtividade, mas reduzir prejuízos e favorecer qualidade de vida.
Avaliação de TDAH em adultos em São Paulo
A Dra. Mabi Parra realiza avaliação médica individualizada de adultos com queixas de desatenção, impulsividade, procrastinação e dificuldade de organização.
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Dra. Mabi Parra, CRM 245.994/SP.


